MENTORING COMO VETOR DE MOBILIDADE SOCIAL EM COMUNIDADES DE BAIXO RENDIMENTO: EVIDÊNCIA QUALITATIVA NO ESTADO DE RONDÔNIA (BRASIL)
DOI:
https://doi.org/10.56002/ceos.0157bPalabras clave:
mentoring; mobilidade social; competências socioemocionais; educação financeira; empreendedorismo inclusivo.Resumen
O artigo examina o potencial do mentoring para induzir mobilidade social entre indivíduos de comunidades de baixo rendimento no Brasil, com base numa investigação qualitativa realizada no estado de Rondônia. Utilizaram-se entrevistas semiestruturadas com três grupos: mentores (n=3), mentorados (n=9) e não mentorados (n=8), selecionados por conveniência. O objetivo foi compreender se e como o mentoring contribui para o desenvolvimento de competências sociais, financeiras e empreendedoras e de que forma tais competências se traduzem (ou não) em maior empregabilidade e rendimento. O desenho assentou em análise de conteúdo (Bardin), codificação categorial indutivo‑dedutiva e triangulação com a literatura. Os resultados mostram que a mentoria formal, frequentemente seguida de acompanhamento informal, está associada a ganhos relatados em comunicação, autogestão e planeamento, além do incremento de práticas de literacia financeira (controlo de gastos, registo de fluxos, formação de reserva) e de competências básicas de empreendedorismo (noção de proposta de valor, contacto com clientes, organização operacional). Uma parte dos mentorados reportou transições ocupacionais e melhoria de rendimento; porém, persistem constrangimentos estruturais (estigma territorial, redes restritas, informalidade laboral) que limitam a velocidade e a amplitude dos impactos. O estudo contribui com um quadro conceptual e recomendações de desenho programático: objetivos operacionais mensuráveis, currículo com educação financeira aplicada e projetos práticos, mecanismos de exposição ética a redes de oportunidade e monitorização longitudinal. Reconhecem‑se limites: amostra pequena e não probabilística, dependência de auto‑relato e ausência de mensurações objetivas de rendimento no tempo. Conclui‑se que o mentoring pode ser um dispositivo útil, mas não suficiente, para alterar trajetórias quando isolado de políticas públicas de educação, emprego e inclusão financeira.
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